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REIS MARANHÃO - reismaranhao@bol.com.br

 VERCESI EM TOM MAIOR - O Brasil é um país fantástico em termos culturais. Uma de nossas riquezas está representada nos inúmeros festivais de MPB espalhados pelo Brasil, que são os responsáveis, em grande parte, pela preservação da boa música popular brasileira. Em seus palcos desfilam o que há de melhor do anonimato cultural do Brasil. São artistas talentosos que encontram nos festivais um importante espaço para a divulgação de seus trabalhos e um meio de sobrevivência da arte musical e da subsistência da vida do artista – que precisa do pão para manter-se vivo e seguir cantando. São artistas não valorizados pela grande mídia. Não encontram espaço nas grandes gravadoras, seus discos independentes não tocam nos grandes veículos de comunicação (rádios AM e FM e TV’s), seus trabalhos não são encontrados nas lojas do ramo. A única oportunidade que temos para desfrutar  desses talentos musicais da MPB nacional são os festivais. Nesses eventos podemos ter acesso aos seus excelentes trabalhos independentes com preços acessíveis ao público que gosta da boa música.

            Os festivais, sem exceção, têm por objetivo primeiro a preservação da boa música popular brasileira e a divulgação de novos talentos. Esse objetivo cultural vem acompanhado de uma premiação em dinheiro que, se para os organizadores, tem um valor secundário, para o artista transformou-se em um meio de vida. Os festivais acabaram, pela própria força do sistema, sendo transformados em trabalho temporário de alto risco e extremamente competitivos. A aparente harmonia existente entre os artistas participantes (concorrentes/competidores) esconde uma intensa disputa pelas altas premiações. Esta distorção é fruto dos formatos dos festivais. Os festivais são verdadeiros campeonatos musicais. O valor cultural passou para o plano secundário. A competição financeira pela premiação  suplantou a cultura. O valor econômico do sistema tem cantado mais alto nos festivais. Este modelo de formato tem levado o artista a compor música para ganhar festival. Os compositores foram engolidos pelo sistema. Estão aceitando passivamente o modelo, pois a meta nos festivais não é mais a cultura e sim a premiação. Este interesse imediato tem inviabilizado a união dos artistas em projetos que valorizem realmente a cultura.

            O personagem principal de qualquer festival é o artista. Sem ele os festivais não existiriam (óbvio). Porém, quando estão no palco fazendo sua arte, são transformados em simples mortais. Passam a representar apenas mais um – “o próximo concorrente da noite é...” enquanto o corpo de jurados são elevados à categoria de semi-deuses. Os apresentadores reforçam este aspecto dando ênfase aos currículos dos juízes, como se estivessem dizendo: “o que o corpo de jurados decidiu a sete chaves, o público e nem os artistas devem contestar, pois as decisões de semi-deuses são inquestionáveis”. Esta é outra distorção dos festivais. Não é culpa dos jurados. É o formato equivocado que tem possibilitado também  este desvio de percurso.

            Vejamos um caso para exemplificar. Recentemente, Vercesi, um desses grandes artistas dos festivais do Brasil, obteve cinco premiações com a música Lalaiá, no festival da cidade de Alta Floresta no estado do Mato Grosso. A música Lalaiá foi premiada na categoria melhor letra; melhor melodia; melhor arranjo; melhor intérprete e primeiro lugar. Conquistou cinco lindos troféus, feito jamais alcançado por qualquer outro artista em festivais no Brasil. Mas no 32º Festival de MPB de Ilha Solteira, o corpo de jurado decidiu que Lalaiá era apenas a melhor letra, a revelia da decisão do público que escolheu Lalaiá como a melhor música do festival. A decisão dos jurados foi do tipo “politicamente correta”. Particularmente existiam letras melhores. Creio também que cabia a música Lalaiá a premiação nas categorias melhor intérprete e aclamação popular, basta verificar nas imagens gravadas no DVD do festival. Mas enquanto outro modelo não acontece, ficamos na esperança que no próximo festival o formato deixe a competição de lado e passe a ser um festival que valorize a arte e o artista socializando a premiação de forma justa e igualitária entre os participantes.  Pois a música é um bem cultural e não pode continuar sendo tratada como um campeonato de música e artistas, num jogo de perde e ganha, de melhores e piores. Viva a democracia participativa sem anonimato!

 

Ilha Solteira,

 

Marcelo Barum - marelobarum@ig.com.br

Olá Zinho, li sobre sua crítica e gostaria de colocar a minha opinião.

1 - "Me joga na parede, me chama de lagartixa" pode ser repetitiva para nós, concorrentes. Para o público não, pois ele leva apenas uma vez essa música para cada cidade. No ano seguinte, o Zé Alexandre estará mandando outra.Pense numa composição sua, você não gostaria de levá-la para que o púbico do sul a conhecesse e posteriormente para o público de Minas? É o que ele faz.
2 - Quando você cita sempre os mesmos nos festivais, em parte eu até concordo, pois os organizadores, na triagem, já passam a reconhecer a voz dos participantes,  - Se o juri de uma cidade tira o primeiro lugar de um concorrente por ele já ter obtido um primeiro lugar em outro festival, é necessário ver se no regulamento constava algum item dizendo sobre isso. Será que constava esse item no regulamento? Se não constava, penso que o juri deveria se ater apenas ao festival do qual foi convidado para julgar.
4 - Quanto ao Company, talvez você não saiba, mas a exemplo de "Me joga na parede me chama de lagartixa", a sua música "Teorema de Pitágoras" já foi apresentada em uma infinidade de festivais, o que como já disse, acho normal.
Penso que quando uma música chega na triagem de um festival, a comissão já possa reconhecer a voz do participante e saber do seu potencial artístico. Porém todo mundo tem direito à primeira vez desde que sua composição tenha conteúdo para isso. Recentemente estivemos em Ilha Solteira, hoje pela quarta vez. Trata-se de um festival extremamente difícil de entrar, principalmente pela sua tradição, tanto é que no ano passado , mandamos música e não fomos classificados. Mas, se hoje temos o reconhecimento do público e dos jurados por lá, foi necessário mandar música, "competir na triagem", passar e participar numa primeira oportunidade. Agora, existe hoje um número bem reduzido de festivais pelo interior, o que torna a concorrência bem mais acirrada. Prá finalizar meu raciocínio, penso que não é que seja sempre os mesmos nos festivais.
  Vemos sempre pessoas novas participando, mas com a diminuição desses eventos, fica cada vez mais evidente e corriqueira a participação dos artistas com qualidade acima da média. Abração.

Abração.

 

Zinho - dinamica.z@terra.com.br

Sei que posso estar sendo chato, mas quase "todos" os festivais que vejo no seu site, consultos as classificadas e vejo lá " me joga na parede, me chama de lagarticha" de Ze Alexandre

gostaria de entender os porquês...
porque sempre essa música?
porque? se as inteções dos festivais são de lançar novos compositores e novas canções
insistem em bater sempre na mesma tecla?
porque? se Zé Alexandre é considerado tão bom ele mesmo não se toca que está sendo repetitivo demais. O 1º passo para renovação da MPB tem que ser dado pelos compositores
essa música dele já deixou de ser novidade faz tempo
Poderia sitar mais alguns compositores que já saturaram os festivais sempre com as mesmas músicas, estou falando do Zé porque fica muito evidente a insistência dele.
confesso que não mandei nenhuma música pro festival de Limeira, mas depois que vi as classificadas, não me arrependi porque não teria a mínima chance, são sempre os mesmos em todos os lugares, isso desanima quem tá procurando um espaço.
venho lembrar que Sergio Augusto com sua música BRASILIDADE deixou de ganhar um Festival em CRUZILIA-MG porque sua canção já havia ganho 1º lugar em outro lugar,
naquele ano eu participei e quem venceu foi Company com "Carta a um hino esquecido"
tiraram o 1º que seria seu pois sua música era melhor, mas deram chace de aparecer alguém novo no cenário musical de Festivais e ele "José Carlos Company" continua aí nos Festivais mas sempre trazendo músicas novas. Imagine você se todos os Festivais da Globo, Chico Buarque entrasse com A BANDA seria ridículo e talvez ele não seria o Chico Buarque que é.
Fica aqui o meu protesto contra essa falsa renovação da MPB.

 

Robson de Souza Andrade - culturacruz@raol.com.br
Chefe de Dpto. de Atividades Culturais e Turistica
Prefeitura Municipal de Cruzília. Adm.2005/2008.

O site Festivais do Brasil é um dos mais importantes veículos de divulgação de Festivais que conheço, tivemos o privilégio de divulgar o XXV Festival de Cruzília - MG -Gostaria de aproveitar a oportunidade e agradecer a todos que fizeram sua inscrição para o XXV Festival de Música de Cruzília, e que ajudaram no enriquecimento deste festival, agradecer também todos que foram classificados e participaram com suas músicas, que por sinal foi um dos melhores festivais de Cruzília dos últimos anos, principalmente por ter atingido um nível altíssimo, e já estamos esperando o XXVI Festival de Música de Cruzília 2006.
Um abraço especial aos Ganhadores do XXV Festival de Música de Cruzília, e ao Sr. Sérgio pela iniciativa de ter um site como este.

 

Zé Caradípia - caradipia@yahoo.com.br

 

Olá Sérgio Augusto, grande figura que faz este site maravilhoso. Nas minhas idas aos festivais soube deste site que nos introduz aos mais longínquos festivais de música dita brasileira ou, pelo menos, feita aqui dentro,por compositores daqui sejam eles nativos das grandes capitais e/ou de cidades do imenso interior brasileiro.
Tenho visitado a pagina dos Festivais do Brasil quase que diariamente para me inteirar do que está acontecendo de sul ao norte desse quase continente onde habitamos, e claro, para ler as opiniões sempre sinceras dos muitos compositores que você tem entrevistado para a página circular com maior número de informações relevantes e reveladoras do que passa pela alma dos nossos artistas dos mais variados perfis. Aqui fica o meu  abraço 


Madan
- compositor, cantor e violonista paulistano.
madansec21@yahoo.com.br

 

O Festival de Alegre é um absurdo e um desrespeito total aos artistas. Proponho um boicote geral. É um caso para a "Polícia Cultural", intervir e impugnar. Eu nunca enviei músicas para este festival "de alegre". Eles levam megas shows e não dão ajuda de custo, alimentação e hotel, para quem faz a "diferença" no evento, que são os "novos" compositores e intérpretes. Dar um prêmio de 25 mil reais, quando poderiam premiar mais artístas e dar as condições citadas acima. Acho que eles querem levar a fama do maior prêmio de Festivais do Brasil, só pode ser isso. Infelizmente, temos muitos amigos que ainda participam pensando nesta grana. "Todos" precisamos de dinheiro, não só um. Proponho um boicote geral para o ano que vem, com um abaixo assinado, com assinatura de TODOS e PRINCIPALMENTE dos principais VENCEDORES de Festivais, para ser enviado com antecedência e vamos tentar uma negociação para a realização de um festival, com prêmios em dinheiro para várias colocações, intérprete, arranjo, letra, etc..., e que nos tratem com respeito e dignidade, porque somos artistas profissionais e não amadores.

Se eles negarem as nossas propostas, eles terão com certeza, muitos compositores e intérpretes "inferiores" e eles irão "sentir" a nossa falta. Mas precisamos que ninguém do nosso meio "quebre a corrente", para propormos um Festival digno e respeitoso como o de Avaré e de Santa Rosa, só para citar dois.

Então é isso. Boicote Geral ao Festival de Alegre para o ano que vem. Eu e o Beto Santos conversamos muito sobre Alegre e sobre os Festivais e podemos organizar este manifesto e acho que o Sérgio K. Augusto, nos dará total apoio.

Abraço para todos e vamos à luta musical, com as armas que são os sons, os poemas, os timbres, os cantos e as sutilezas da técnica e da emoção.  

 

Nenê Morgante - morromuga@ig.com.br

 

Desde 1978 que venho observando esse fenômeno chamado"festivais",e nesses quase trinta anos de observação devo considerar que para alguns músicos e compositores temporada de festivais é tão importante como respirar e por esse motivo tantas brigas e polêmicas,familiares e amigos que não acreditam na gente quando juramos que é a ultima vez.  Apesar de tudo o importante é que através dos festivais que pude conhecer de perto trabalhos de grandes compositores como Nilson chaves,Celso Viáfora,Cesar Bruneti,etc,assistir atuações espetaculares de Genésio Tocantins e do saudoso e querido amigo Marco Holanda,instrumentistas do quilate de um Milton Edilberto e tantos outros talentos que se fossemos citar ficaríamos aqui o resto do ano.   Amigos do peito que conhecemos na juventude com seus talentos começando a ser desenvolvidos e hoje assistimos com grande satisfação o fruto bom dessas duas grandes árvores Kiko Zamarian e Zé Beto Correia.   E também não podemos esquecer as brigas com os organizadores de festivais,porque afinal de contas eles lidam com a nossa paixão,um grande abraço ao organizador do site por esse espaço democrático para a nossa livre manifestação.

Marcelo Barum - marcelobarum@ig.com.br

Eu toco na noite em São Paulo, e muitas vezes deixo de ganhar o meu certo, para viajar para participar de festival.E existe uma razão para isso, que é tudo que envolve um festival e não somente a premiação.Acho dez encontrar músicos amigos e também conhecer gente nova.Quando viajo para um festival, acho imprescindível conhecer também um bom boteco para tomar uma cerveja no fim de tarde ou na madruga pois o intercambio de novas idéias é justamente feito nessas ocasiões.Se eu for para um festival e ficar totalmente centrado na apresentação, ou seja, confinado num quarto de hotel ou no alojamento, certamente não terá valido a pena ter saído de casa.É claro que como todos eu também preciso de grana, e procuro fazer na hora o meu melhor para isso.Acho também que é um grande barato aquele friozinho na barriga na espera do resultado, mas briga mesmo, eu deixo para o público.Música é arte,
nao um jogo de futebol.Agora, cabe a nós músicos, avaliar que tipo de tratamento a organização de um festival estará dando, para a gente levar cultura para a cidade.Por outro lado, eu sempre mando música para Tatuí, por exemplo, e nunca passei na triagem.Em Avaré, sempre mandamos também.Um dia passamos e voltamos com premiação.Festival é assim mesmo, um opção rara pra tanta gente de talento mostrar o seu trabalho.Um grande abraço pra todos.

Adonis Karan - akaran@sky.com.br

Sergio K. Augusto é pessoa que tenho profunda admiração porque ha muitos anos vem prestigiando jovens compositores e interpretes, divulgando festivais de MPB realizados em todos os cantos desse nosso imenso pais, através do seu site Festivais do Brasil, hoje, sem duvida, a mais resistente trincheira em defesa da MPB. Parabéns!

Roberto Simoes - simoesdecarvalho@ig.com.br>

Achei muito pertinente a colocação da Lígia Beraldo a respeito da seleção e da pré-seleção para os festivais. Para qualquer evento que se vá realizar, seja um festival, uma mostra, um show ou mesmo uma "entrada" num barzinho, é necessária uma avaliação, em algum momento. Os festivais, naturalmente, têm seus critérios que, embora independentes, apontam para determinadas direções. Não sei como eram os festivais há 10, 15, 20 anos. Talvez contemplassem mais canções, artistas e gêneros. Talvez a canção, em si, fosse mais importante que os compositores ou os intérpretes. Se era assim, como muitos contam, acredito que o caráter cultural prevalecesse, independente dos valores financeiros envolvidos.
Hoje sinto que os festivais, com exceções,  não refletem o universo musical do público que os acompanha. Mídia viciante, falta de "estímulo cultural", de educação musical e de acesso a outras tendências, mudança de valores, enfim, há várias razões EXTERNAS que justifiquem esse hiato entre público e festival. Mas o que dizer das razões INTERNAS? O quanto os festivais têm procurado se "repensar", evoluir? Como o Sérgio K. Augusto falou, os resultados dos festivais quem sabe reflitam "trabalhos mais sérios e competentes". Mais sérios, competentes e adequados ao universo dos festivais, penso eu. Não discuto a qualidade da maioria desses trabalhos, nem é necessário. Mas também há vida musical com tanta seriedade e competência fora do "pódio".
No mais, vejo que os festivais estão se tornando paulatinamente mais raros, a disputa mais acirrada (o que fazer com tantos trabalhos sérios e competentes?) e a urgência de rever conceitos cada vez maior. Esse quadro não interessa a músico algum, independente da competência. Será possível reverter essas tendências? Creio que sim, desde que nos empenhemos em mudar a ordem das coisas. Afinal, os festivais têm de ser mais um passo de uma jornada que nos leve cada vez mais adiante.


Airton Vieira - tonvi68@yahoo.com.br

É sem dúvida uma força e tanto a presença deste projeto e deste site para a produção independente. O Brasil não está estagnado, como alguns pensam. Em todas as regiões se produz trabalhos excelentes, apenas não são vistos pela maioria, que é massificada com o "lixo cultural" (com respeito aos diversos gêneros).
Acredito que o Norte, nesse aspecto, tem muito com o que contribuir, basta ter espaço.
Um abraço e parabéns pela iniciativa!


Bilora, violeiro, compositor - biloramucuri@yahoo.com.br

Substituir festivais por feiras é uma idéia que ouvi já no primeiro festival que participei, por volta de 1988. Alguns tentaram e não deu certo, como no caso de Pavão e Ipatinga, aqui em Minas. Ipatinga, inclusive, teve que mudar a fórmula no meio do evento este ano...
Festival tem sua história no país, mal organizado ou não. Acabo de chegar de Paranavaí e vi como o teatro ficou lotado até o anúncio da última premiação.
Feiras já existem. Os SESCs fazem, O projeto Pixinguinha é um exemplo. Se mudarmos para feiras, seria elitizar o evento, pois, com certeza, nomes consagrados fariam sua inscrição, pois trataria de um cachê e não de disputa. E qual organizador não escolheria nomes como Tetê Espíndola, Tunai, Toninho Horta, Zé Renato e muitos outros por nomes desconhecidos que freqüentam os festivais para mostrar seu trabalho próprio e lutar pelo mingau!?
Company está certo sobre mudar a forma de premiação e valorizar a ajuda de custo. Exemplo são os festivais do Sul. Premiação razoável e ajuda custa alta que vale um cachê. Vale lembrar também que não tentem enganar o público com premiação muito baixa ou só troféu como muitos defendem. O povo não é burro e isso não atrairia a atenção. Porém, distribuir 20.000 reais para um único compositor e deixar que 15 paguem para tocar é um gesto de vaidade excessiva e desprezível.
"Viva" os festivais, o Sérgio Augusto que facilita a divulgação deles no seu site. "Viva" os compositores!


Layton Araújo - Banda Moxotó - lailtonaraujo@ig.com.br

SEM COMENTÁRIOS - SÉRGIO... VOCÊ É UM CARA COMPETENTE!!!!! E UM COMPOSITOR DE MÃO CHEIA... TEM A MINHA ESTIMA.... ABRAÇOS...

Tibério Gaspar Rodrigues Pereira    -  tibério_gaspar@ig.com.br

É um site que deve estar entre os favoritos para todos que lidam com música.

Rosildo Beltrão - rbeltrao@varginha.com.br

Sem dúvida, o melhor site dos tradicionais festivais do brasil. Parabéns pelo bom gosto, pela fiel pesquisa, e pelo grande incentivo ao compositor brasileiro, e aos amantes da boa música brasileira



Ronildo Prudente -
ronildoprudente@tricor.com.br

Em 2003 participei de festivais pela primeira vez, e tive a honra de tocar junto com pessoas que já têm o seu nome escrito nesta história mágica, a minha participação foi muito modesta, pois além da falta de experiência, eu um músico mais teimoso do que talentoso, porém, sempre que puder vou tentar participar para adquirir novas experiências com essa turma que "cobra criada", no festival de Elói Mendes de 2003, conheci o Sérgio augusto, Lyra, Thirone, Beto Gaspari e outros, esse pessoal praticamente nos carregou no colo naquele festival e eu vi além de música boa, o desprendimento e boa vontade de quem tem ALMA de artista.
O site é como se fosse o quarto de hotel que nós ficamos nos concentrando antes de ir para o palco. Depois que eu conheci o site, tornou-se indispensável que eu navegasse freqüentemente, eu que sempre gostei de festivais, porém, só sabia quando ia assistir, agora falo de cada festival como se estivesse lá.
um abraço.

 

Joarez Antonio Pereira - jpeninh@ig.com.br

O site é um ato de resistência ao imediatismo, vazio e o descartável deste mercado fonográfico!!!



Ivo Ladislau  Janicsek - ivoladislau@ivoladislau.com

Site fantástico, pois une todos festivais do Brasil,parabéns !



Lecy S.Cardoso - Multifestival de Músicas Inéditas de Guaiba/RS - newtimeproducoes@terra.com.br

Acho que a iniciativa do Sergio é inédita e espetacular, parabéns!

Alexandre Aquino - alexandre.aquino@uol.com.br

Acho a iniciativa do página muito importante.
Para o circuito que acontece fora da mídia a página é de vital importância, já que permite ao músico formas de correr o país mostrando seu trabalho



José Pedro Bastos Cavalléro - pedrinhocavallero@yahoo.com.br


Hoje este site é o mais procurado pela turma da música de Belém.Ninguém sabe de mais nada que não seja transmitido por vcs. Parabéns e nos informem cada vez mais.



Drica Montenegro dricamontenegro@yahoo.com.br

Boa demais a idéia de criação deste site. Mão na roda para os músicos e porta aberta para as coisas novas desse Brasil.



Luciano D'amiguel   -   lucianodmiguel@estadao.com.br


O site é uma excelente oportunidade para que músicos e compositores de todo o país tomem conhecimento da realização de alguns festivais, bem como saberem um pouco mais acerca da história da Música Brasileira e travarem contacto com a obra de alguns artistas que, devido à hegemonização da grande mídia, ficam relegados ao ostracismo e possuem nos eventos musicais a sua oportunidade de mostrar um trabalho sério!
Parabéns!!!


Paulo Barroso - paulorbarroso@ig.com.br   

Por favor, alguém aí do site pode me responder porque são sempre os mesmos compositores que se classificam nos festivais? E além do mais muitos com as mesmas músicas? Será que o Paulo César Pinheiro ainda precisa disto? No meio musical independente são até chamados de "profissionais de festivais"...Porque a panelinha? Por que será que quase todos são amigos dos organizadores, como é noticiado sempre neste site? Como saber que todas as músicas são ouvidas? Sugestão, em nome da idoneidade dos próprios organizadores: Que todos os inscritos desclassificados, sem exceção, recebecem comentários por e-mail ou carta, citando trechos das canções, passagens harmonicas, melódicas, etc...que só quem realmente ouviu poderia descrevê-las. Só assim o compositor saberia se realmente foi ouvido. E, em nome da honestidade dos Festivais em geral, eu peço, porque sei que este  site é democrático, que nele insiram este meu texto, dirimindo as dúvidas e divulgando minhas sugestões, para que se inicie um sério debate sobre o tema. Aguardando retorno...
Paulo Barroso
Compositor, cantor e violonista com mais de 30 anos de estrada...

 

Sergio Augusto responde : 
Caro Paulo !
 
Agradeço a participação enviando críticas e sugestões ao site Festivais do Brasil . Apenas acrescento que cada pessoa tem o direito de falar o que quer, a quem quiser. Cabe somente a estas pessoas "provarem" o que afirmam. Na minha posição , recebo todo tipo de crítica e esculachos com naturalidade. Enquanto muitos falam , eu faço. Nunca me desiludi com a música, porque nunca alimentei ilusões utópicas a respeito dela. Vivo e trabalho exclusivamente da música a 23 anos. Vivo o hoje, dia após dia e acompanho as mudanças e tendências. Me considero atualizado, honesto e trabalhador, por isso estou tanto tempo nesse mercado. Quanto as pessoas que são , segundo você , as mesmas ganhando festivais, etc., etc, cabe a observação de que , quem sabe realmente são essas as pessoas que realizam trabalhos mais sérios e competentes ? Fica aqui meu abraço e disponha do nosso espaço
 
SERGIO AUGUSTO -FESTIVAIS DO BRASIL

 

Cláudio Chaves - claudiochaves1@uol.com.br

Parabéns Sérgio, por mais uma iniciativa. O site mais requisitado pelo músico alternativo, simplesmente porque os festivais são hoje a única forma de mostrarmos nossa música de forma democrática.
Quanto a comentários que vi quanto serem sempre os mesmos que participam e se ouvem as canções enviadas para festivais, tenho duas coisas a dizer:
1) Como um dos organizadores do Festival de Ponta Grossa, e na estrada há mais de 20 anos, com mais de 70 festivais na bagagem, afirmo que em nosso festival TODAS AS CANÇÕES SÃO OUVIDAS, pontuadas e arquivadas em nosso acervo. É impossível pontuar canções e enviar notas para todos os participantes em festivais que hoje possuem mais de 500, 1.000 ou mais músicas inscritas, até porque também, muitos concorrentes não preenchem totalmente os dados das inscrições, mas mesmo que preenchessem, isso seria inviável.
2) Mudo a pergunta para o outro lado: Será que os mesmos sempre se classificam apenas porque existe um trabalho muito superior, na comparação com os demais? Quanto a pessoas que não precisam mais disso ... hoje todos precisam, pois a arte fora dos festivais é uma rifa, uma sorte grande. Os bons compositores de ontém e de hoje devem continuar participando dos festivais, pois aprenderemos com eles e manteremos viva a música de qualidade em nosso país.

Paulo de Campos  paulodecampos@cantadoresdolitoral.com.br

Festivais do Brasil é o elo de ligação entre todos os músicos que participam desse importante movimento nacional que perpetua, renova e fortalece a verdadeira MPB.
Maestro Paulo de Campos
Osório/RS


José Carlos Company - cantar@terra.com.br -  A RESPEITO DO EDITORIAL DO BETO SANTOS 

Betão, li atentamente tudo o que você, com muita propriedade, escreveu no editorial do site www.festivaisdobrasil.com.br . Somente gostaria de tecer alguns comentários, que acredito pertinentes.
1. O dia em que o festival de música perder o seu caráter competitivo deixará de atrair público. A minha experiência em festivais demonstra que o povo - quer sim - ver sangue. Mas as coisas poderiam ser feitas de forma diferente. Os participantes, na verdade, buscam divulgar os seus trabalhos e defender algum para o $$$$ustento. Entretanto, acredito que a competição deveria ocorrer somente para satisfazer o desejo de sangue do público, ou seja: as premiações deveriam existir (1º, 2º, melhor intérprete, etc.), mas os valores monetários deveriam ser os mesmos (valor fixo para cada música apresentada). Daí teríamos uma mostra competitiva musical, estando de um lado o público torcendo pelas suas músicas prediletas e, de outro, os músicos participantes obtendo a contraprestação financeira tão necessária ao seu sustento. Assim, não concordo em transformar os festivais de música em mostras musicais. Até porque é a partir da competição que eu consigo medir a qualidade das minhas composições.
 
2. Vejo também muita gente reclamando que não consegue passar nas triagens dos festivais e, no fundo, acredito que há uma certa razão em seus argumentos. Ora, lá nos anos 80/90 havia tantos festivais que a gente sempre encontrava caras novas e...nós mesmos... sedimentamos os nossos nomes nesses eventos porque tivemos a oportunidade de subir naqueles palcos e demonstrar nosso talento. A situação hoje é outra. Você bem sabe, meu amigo, que a quantidade de festivais de MPB no país caiu assustadoramente e quando surge um festival, todos correm para fazer suas inscrições, independentemente do valor da premiação, se há ajuda de custo ou outro benefício aos participantes. E paga-se, às vezes, bem caro, para se tentar conseguir ingressar num desses eventos (taxa de inscrição). Ou seja...é muita mosca pra....(entendeu?). Assim, o organizador tem de escolher vinte/trinta músicas em sua triagem. E sabe o que acontece? Muitos resultados de triagem se repetem. Não porque haja favorecimento de um ou outro, mas porque entre se colocar um nome totalmente desconhecido e um que certamente fará um show em sua apresentação, o bom senso manda que se a escolha recaia na segunda opção, o que é compreensível. Imagine, Beto, se a situação nos anos 70/80/90 fosse a mesma (poucos festivais). O que iria acontecer? Possivelmente José Carlos Company, Beto Santos, Eudes Fraga, Sergio Augusto, Tavinho Limma,  Zé Renato Fressato, Telma Tavares, Zé Beto Correia e Bartholomeu Mendonça, Teleu e Sanvita, dentre tantos...não teriam feito parte de uma nova geração que "substituiu" Celso Viáfora, Nilson Chaves, Genésio Tocantins, Tato Fischer, Grupo Avena, etc. Não falo do Vercesi porque este participa de Festivais desde a época da Santa Ceia e é um ídolo pra mim!
3. A solução é difícil, posto que deveria passar por uma completa mudança na condução da nossa política cultural. Não adianta culpar a mídia pela pobreza auditiva atual que todos temos conhecimento e lamentamos. Infelizmente dificilmente um movimento de baixo para cima vingará. Há necessidade de apoio governamental para os nossos municípios  poderem ter condição de realizar mais festivais de MPB (verbas destinadas), abrindo novos espaços para novas caras. Mas...sabemos...no Brasil isso é utopia! Não há interesse em fortalecer a cultura nacional. Ê, ê, ôoooo....vida de gado.......
4. A gente até que fala (e bastante), reclama (idem) e, principalmente, às vezes, dá a cara a tapa, sem ficar em cima do muro. Mas o que fazemos, em verdade, é o que a gente costuma chamar em Direito de "jus esperniandi".
5. Fala-se, há muito, em união para um movimento musical sério, mas como esperar união quando todos os participantes de festivais, com raras exceções, estão matando cachorro a grito, muitos sem qualquer expectativa profissional e dependendo de uma premiação (pequena que seja) para poder continuar a sobreviver! Sem contar que há um movimento migratório de pessoas que estavam na grande mídia, perderam espaço e voltam aos festivais de música, que mantêm as portas abertas a todos que têm valor, ainda que essas portas estejam bem estreitas. E não há mal algum nisso. Muito pelo contrário. É bom ouvir e estar com essas pessoas! Pena que já não com tanta frequência!!!
 
        Assim, meu caro Beto Santos, louvável o seu grito (quase que solitário) em favor de mudanças festivaleiras, mas pelo andar dessa carruagem...
 
 
        Grande abraço
 
 
        Company

Cláudio Chaves - claudiochaves1@uol.com.br - Sobre o editorial de Beto Santos

Incrível, né, mas padecemos do mesmo mal. Somos irremediavelmente apaixonados pela música, essencialmente por nossas composições. Julgamos nossas criações as coisas mais lindas do mundo (e deveremos pensar sempre assim, afinal, somos compositores dos Festivais do Brasil).

Desde 1978 viajo pelas trilhas musicais das cidades brasileiras e dos festivais. Deste ano, até 1996 (e lá se vão 18 anos) foram muitos festivais e cidades. De 98 até 2003 fiquei gravando meus discos (4) e fazendo shows (quando compravam e quando pagavam). A força dessa poeira e o cheiro deste clima chamado festival me fizeram voltar para a estrada neste ano. Organizo desde 2003 o FUC, e tenho o sonho de torna-lo um dos grandes festivais do nosso país.

Triste e cruel, mas necessário dizer, vejo ainda nos poucos festivais que classifiquei neste ano, a fórmula não mudou. Existem “cancros” em regulamentos e festivais que devem, urgentemente serem revistos, e cito-os:

MÚSICAS INÉDITAS: Levamos cerca de 5 anos até uma década ou mais para gravar um CD, e nossa obra está lá, arranjada, e gravada da forma que queríamos, daí, prensamos 1.000 discos e vendemos cerca de 500 destes (sendo profundamente otimista), mas no regulamento está claro que as músicas devem ser inéditas e nunca comercializadas – ou seja, não podemos viver ou lucrar com as nossas criações, apesar de que, raramente, nas cidades onde estaremos participando exista sequer uma referência ao nosso disco ou trabalho.

No FUC de Ponta Grossa, já classificamos várias músicas que eu sabia fazerem parte de discos gravados, discos estes que eu possuía, e nunca desclassifiquei uma canção por este critério.

  PRÉ-SELEÇÃO: Já tive, em várias vezes, músicas classificadas num festival com mais de 700 músicas inscritas e desclassificadas em festivais com menos de 100 inscrições. Como julgar e avaliar os critérios de tal seleção.

CRITÉRIOS DE JULGAMENTO: Notas? Indicação individual? Aclamação? Pouco importa!!! O que importa é que as classificadas saiam sempre no final da última eliminatória, independente de quantas se classificarão por noite, e, principalmente, que as comissões julgadoras sejam sérias e percebam totalmente as canções de cada um. Já estive em festivais com 7, 9 e até 11 jurados, onde dois ou três ouviam e julgavam as canções enquanto alguns dançavam, outros conversavam e, pior, outros estavam no banheiro. Uns eram músicos, outros professores de música erudita (flauta doce e afins), professores de gramática, história e até educação artística,  alguns músicos da noite nas cidades, uns maestros e outros radialistas, uns jornalistas e outros: autoridades políticas. Nada contra ninguém, mas o sonho de todos os participantes está sendo julgado -  isso é muito sério, muito mesmo!!! Encerra ou cabula um sonho bom ou incandesce um erro ou um engano!!!

FRAUDES – Já vi músicas inscritas em nome de grandes compositores (que nunca fizeram parte de tal parceria) serem classificadas e já vi intérpretes usarem músicas de alta qualidade, premiadíssimas em festivais, serem usadas sem o conhecimento dos autores.

Amigos: Vivemos num circuito em que poucos são conhecidos, mas todos são vitoriosos e corajosos. Viajar cerca de 1.000 quilômetros para cantar uma canção de 4 minutos, não classificar para a final e ter que voltar no dia seguinte, é algo duro, cruel, desumano. Receber compositores em alojamentos ou hotéis onde nós raramente teríamos coragem sequer de passar pela frente, quanto mais pernoitar, é uma afronta. O respeito pelo músico é fundamental.

Já fui o vencedor e o perdedor de muitos festivais, ao lado de todos esses grandes amigos que cultivo nos festivais do Brasil. Já vi a revolta, o orgulho, o erro e o sonho do “agora vai” em muitos olhos.

Ganharemos nos festivais poucas coisas, mas muito fortes:

A certeza de fazermos parte de uma classe de eternos lutadores por uma causa pessoal e fora da grande mídia;

O apoio das platéias que nos conhecerão mais pelos nomes de nossas canções, que pelos nossos próprios nomes;

... e a paz de continuarmos sendo e fazendo aquilo que queremos.

Vamos repensar os festivais, pois seus prêmios são efêmeros, mas o momento não é tanto. Vamos reavaliar nossas trajetórias nos festivais e ver o que de real nos restou, o que realmente somos neste cenário.

O site Festivais do Brasil é fantástico, o último artigo do Beto Santos é ótimo e concordo com ele em sua íntegra. Organizadores de festivais – revejam conceitos! Muito depende de vocês.

Lígia Beraldo  - ligiaberaldo@ig.com.br  

Li o artigo do músico Beto Santos, e quero só comentar o seguinte: ele acha que não dá pra escolher entre essa ou aquela música,  e porisso é contra o sistema de competição. Em resumo, ele entende que não dá pra comparar duas criações musicais diferentes, essa é a base do argumento dele. Observo, no entanto, que antes do festival propriamente dito, existe a pré-seleção, porque os festivais mais importantes recebem centenas e mais centenas de músicas. Se não dá pra escolher entre essa ou aquela música, como fazer para selecionar as músicas que vão participar do festival ? Não é a mesma coisa ?
Em resumo : se ele acha errado haver disputa entre 20 músicas, para escolher o primeiro, segundo, terceiro, etc., também achará errado escolher, dentre as (por exemplo) 500 inscritas, as 20 que irão participar do festival.
COmo resolver essa questão ? Eu acho que não tem jeito. A competição vai continuar do mesmo jeito, porque sempre haverá um número maior (nos festivais grandes, muito maior) de inscritos do que o número de vagas dos festivais.



 

 

 

 

 

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