Zinho
- dinamica.z@terra.com.br
Sei
que posso estar sendo chato, mas quase
"todos"
os festivais que vejo no seu site, consultos as
classificadas e vejo lá
" me joga na parede, me chama de lagarticha"
de Ze Alexandre
gostaria
de entender os porquês...
porque
sempre essa música?
porque?
se as inteções dos festivais são de lançar novos
compositores e novas canções
insistem
em bater sempre na mesma tecla?
porque?
se Zé Alexandre é considerado tão bom ele mesmo não
se toca que está sendo repetitivo demais. O 1º passo
para renovação da MPB tem que ser dado pelos
compositores
essa
música dele já deixou de ser novidade faz tempo
Poderia
sitar mais alguns compositores que já saturaram os
festivais sempre com as mesmas músicas, estou falando
do Zé porque fica muito evidente a insistência dele.
confesso
que não mandei nenhuma música pro festival de
Limeira, mas depois que vi as classificadas, não me
arrependi porque não teria a mínima chance, são
sempre os mesmos em todos os lugares, isso desanima
quem tá procurando um espaço.
venho
lembrar que Sergio Augusto com sua música BRASILIDADE
deixou de ganhar um Festival em CRUZILIA-MG porque sua
canção já havia ganho 1º lugar em outro lugar,
naquele
ano eu participei e quem venceu foi Company com
"Carta a um hino esquecido"
tiraram
o 1º que seria seu pois sua música era melhor, mas
deram chace de aparecer alguém novo no cenário
musical de Festivais e ele "José Carlos
Company" continua aí nos Festivais mas sempre
trazendo músicas novas. Imagine você se todos os
Festivais da Globo, Chico Buarque entrasse com A BANDA
seria ridículo e talvez ele não seria o Chico
Buarque que é.
Fica
aqui o meu protesto contra essa falsa renovação da
MPB.
Robson
de Souza Andrade - culturacruz@raol.com.br
Chefe de Dpto. de Atividades Culturais e Turistica
Prefeitura Municipal de Cruzília. Adm.2005/2008.
O
site Festivais do Brasil é um dos mais importantes veículos
de divulgação de Festivais que conheço, tivemos o privilégio
de divulgar o XXV Festival de Cruzília - MG -Gostaria
de aproveitar a oportunidade e agradecer a todos que
fizeram sua inscrição para o XXV Festival de Música
de Cruzília, e que ajudaram no enriquecimento deste
festival, agradecer também todos que foram
classificados e participaram com suas músicas, que por
sinal foi um dos melhores festivais de Cruzília dos últimos
anos, principalmente por ter atingido um nível altíssimo,
e já estamos esperando o XXVI Festival de Música de
Cruzília 2006.
Um abraço especial aos Ganhadores do XXV Festival de Música
de Cruzília, e ao Sr. Sérgio pela iniciativa de ter um
site como este.
Zé
Caradípia - caradipia@yahoo.com.br
Olá
Sérgio Augusto, grande figura que faz este site
maravilhoso. Nas minhas idas aos festivais soube deste
site que nos introduz aos mais longínquos festivais de
música dita brasileira ou, pelo menos, feita aqui
dentro,por compositores daqui sejam eles nativos das
grandes capitais e/ou de cidades do imenso interior
brasileiro.
Tenho visitado a pagina dos Festivais do Brasil quase
que diariamente para me inteirar do que está
acontecendo de sul ao norte desse quase continente onde
habitamos, e claro, para ler as opiniões sempre
sinceras dos muitos compositores que você tem entrevistado
para a página circular com maior número de
informações relevantes e reveladoras do que passa pela
alma dos nossos artistas dos mais variados perfis. Aqui
fica o meu abraço
Madan
- compositor, cantor e violonista paulistano.-
madansec21@yahoo.com.br
-
O
Festival de Alegre é um absurdo e um desrespeito total
aos artistas. Proponho um boicote geral. É um caso para
a "Polícia Cultural", intervir e impugnar. Eu
nunca enviei músicas para este festival "de
alegre". Eles levam megas shows e não dão ajuda
de custo, alimentação e hotel, para quem faz a
"diferença" no evento, que são os
"novos" compositores e intérpretes. Dar um prêmio
de 25 mil reais, quando poderiam premiar mais artístas
e dar as condições citadas acima. Acho que eles querem
levar a fama do maior prêmio de Festivais do Brasil, só
pode ser isso. Infelizmente, temos muitos amigos que
ainda participam pensando nesta grana. "Todos"
precisamos de dinheiro, não só um. Proponho um boicote
geral para o ano que vem, com um abaixo assinado, com
assinatura de TODOS e PRINCIPALMENTE dos principais
VENCEDORES de Festivais, para ser enviado com antecedência
e vamos tentar uma negociação para a realização de
um festival, com prêmios em dinheiro para várias
colocações, intérprete, arranjo, letra, etc..., e que
nos tratem com respeito e dignidade, porque somos
artistas profissionais e não amadores.
Se
eles negarem as nossas propostas, eles terão com
certeza, muitos compositores e intérpretes
"inferiores" e eles irão "sentir" a
nossa falta. Mas precisamos que ninguém do nosso meio
"quebre a corrente", para propormos um
Festival digno e respeitoso como o de Avaré e de Santa
Rosa, só para citar dois.
Então
é isso. Boicote Geral ao Festival de Alegre para o ano
que vem. Eu e o Beto Santos conversamos muito sobre
Alegre e sobre os Festivais e podemos organizar este
manifesto e acho que o Sérgio K. Augusto, nos dará
total apoio.
Abraço
para todos e vamos à luta musical, com as armas que são
os sons, os poemas, os timbres, os cantos e as sutilezas
da técnica e da emoção.
Nenê
Morgante - morromuga@ig.com.br
Desde
1978 que venho observando esse fenômeno
chamado"festivais",e nesses quase trinta anos
de observação devo considerar que para alguns músicos
e compositores temporada de festivais é tão importante
como respirar e por esse motivo tantas brigas e polêmicas,familiares
e amigos que não acreditam na gente quando juramos que
é a ultima vez. Apesar de tudo o importante é
que através dos festivais que pude conhecer de perto trabalhos
de grandes compositores como Nilson
chaves,Celso Viáfora,Cesar Bruneti,etc,assistir atuações
espetaculares de Genésio Tocantins e do saudoso e
querido amigo Marco Holanda,instrumentistas do quilate
de um Milton Edilberto e tantos outros talentos que se
fossemos citar ficaríamos aqui o resto do ano.
Amigos do peito que conhecemos na juventude com seus
talentos começando a ser desenvolvidos e hoje
assistimos com grande satisfação o fruto bom dessas
duas grandes árvores Kiko Zamarian e Zé Beto Correia.
E também não podemos esquecer as brigas com os
organizadores de festivais,porque afinal de contas eles
lidam com a nossa paixão,um grande abraço ao
organizador do site por esse espaço democrático para a
nossa livre manifestação.
Marcelo
Barum - marcelobarum@ig.com.br
Eu toco
na noite em São Paulo, e muitas vezes deixo de ganhar o
meu certo, para viajar para participar de festival.E
existe uma razão para isso, que é tudo que envolve um
festival e não somente a premiação.Acho dez encontrar
músicos amigos e também conhecer gente nova.Quando
viajo para um festival, acho imprescindível conhecer
também um bom boteco para tomar uma cerveja no fim de
tarde ou na madruga pois o intercambio de novas idéias
é justamente feito nessas ocasiões.Se eu for para um
festival e ficar totalmente centrado na apresentação,
ou seja, confinado num quarto de hotel ou no alojamento,
certamente não terá valido a pena ter saído de casa.É
claro que como todos eu também preciso de grana, e
procuro fazer na hora o meu melhor para isso.Acho também
que é um grande barato aquele friozinho na barriga na
espera do resultado, mas briga mesmo, eu deixo para o público.Música
é arte,
nao um jogo de futebol.Agora, cabe a nós músicos,
avaliar que tipo de tratamento a organização de um
festival estará dando, para a gente levar cultura para
a cidade.Por outro lado, eu sempre mando música para
Tatuí, por exemplo, e nunca passei na triagem.Em Avaré,
sempre mandamos também.Um dia passamos e voltamos com premiação.Festival
é assim mesmo, um opção rara pra tanta gente de
talento mostrar o seu trabalho.Um grande abraço pra
todos.
Adonis
Karan - akaran@sky.com.br
Sergio
K. Augusto é pessoa que tenho profunda admiração porque
ha muitos anos vem prestigiando jovens compositores e
interpretes, divulgando festivais de MPB realizados em
todos os cantos desse nosso imenso pais, através do seu
site Festivais do Brasil, hoje, sem duvida, a mais
resistente trincheira em defesa da MPB. Parabéns!
Roberto
Simoes - simoesdecarvalho@ig.com.br>
Achei
muito pertinente a colocação da Lígia Beraldo a
respeito da seleção e da pré-seleção para os
festivais. Para qualquer evento que se vá realizar,
seja um festival, uma mostra, um show ou mesmo uma
"entrada" num barzinho, é necessária uma
avaliação, em algum momento. Os festivais,
naturalmente, têm seus critérios que, embora
independentes, apontam para determinadas direções. Não
sei como eram os festivais há 10, 15, 20 anos. Talvez
contemplassem mais canções, artistas e gêneros.
Talvez a canção, em si, fosse mais importante que os
compositores ou os intérpretes. Se era assim, como
muitos contam, acredito que o caráter cultural
prevalecesse, independente dos valores financeiros
envolvidos.
Hoje sinto que os festivais, com exceções, não
refletem o universo musical do público que os
acompanha. Mídia viciante, falta de "estímulo
cultural", de educação musical e de acesso a
outras tendências, mudança de valores, enfim, há várias
razões EXTERNAS que justifiquem esse hiato entre público
e festival. Mas o que dizer das razões INTERNAS? O
quanto os festivais têm procurado se
"repensar", evoluir? Como o Sérgio K. Augusto
falou, os resultados dos festivais quem sabe reflitam
"trabalhos mais sérios e competentes". Mais sérios,
competentes e adequados ao universo dos festivais, penso
eu. Não discuto a qualidade da maioria desses
trabalhos, nem é necessário. Mas também há vida
musical com tanta seriedade e competência fora do
"pódio".
No mais, vejo que os festivais estão se tornando
paulatinamente mais raros, a disputa mais acirrada (o
que fazer com tantos trabalhos sérios e competentes?) e
a urgência de rever conceitos cada vez maior. Esse
quadro não interessa a músico algum, independente da
competência. Será possível reverter essas tendências?
Creio que sim, desde que nos empenhemos em mudar a ordem
das coisas. Afinal, os festivais têm de ser mais um
passo de uma jornada que nos leve cada vez mais adiante.
Airton
Vieira -
tonvi68@yahoo.com.br
É
sem dúvida uma força e tanto a presença deste projeto
e deste site para a produção independente. O Brasil não
está estagnado, como alguns pensam. Em todas as regiões
se produz trabalhos excelentes, apenas não são vistos
pela maioria, que é massificada com o "lixo
cultural" (com respeito aos diversos gêneros).
Acredito que o Norte, nesse aspecto, tem muito com o que
contribuir, basta ter espaço.
Um abraço e parabéns pela iniciativa!
Bilora,
violeiro, compositor - biloramucuri@yahoo.com.br
Substituir
festivais por feiras é uma idéia que ouvi já no
primeiro festival que participei, por volta de 1988.
Alguns tentaram e não deu certo, como no caso de Pavão
e Ipatinga, aqui em Minas. Ipatinga, inclusive, teve que
mudar a fórmula no meio do evento este ano...
Festival tem sua história no país, mal organizado ou não.
Acabo de chegar de Paranavaí e vi como o teatro ficou
lotado até o anúncio da última premiação.
Feiras já existem. Os SESCs fazem, O projeto
Pixinguinha é um exemplo. Se mudarmos para feiras,
seria elitizar o evento, pois, com certeza, nomes
consagrados fariam sua inscrição, pois trataria de um
cachê e não de disputa. E qual organizador não
escolheria nomes como Tetê Espíndola, Tunai, Toninho
Horta, Zé Renato e muitos outros por nomes desconhecidos
que freqüentam os festivais para mostrar
seu trabalho próprio e lutar pelo mingau!?
Company está certo sobre mudar a forma de premiação e
valorizar a ajuda de custo. Exemplo são os festivais do
Sul. Premiação razoável e ajuda custa alta que vale
um cachê. Vale lembrar também que não tentem enganar
o público com premiação muito baixa ou só troféu
como muitos defendem. O povo não é burro e isso não
atrairia a atenção. Porém, distribuir 20.000 reais
para um único compositor e deixar que 15 paguem para
tocar é um gesto de vaidade excessiva e desprezível.
"Viva" os festivais, o Sérgio Augusto que
facilita a divulgação deles no seu site.
"Viva" os compositores!
Layton
Araújo - Banda Moxotó
- lailtonaraujo@ig.com.br
SEM
COMENTÁRIOS - SÉRGIO... VOCÊ É UM CARA
COMPETENTE!!!!! E UM COMPOSITOR DE MÃO CHEIA... TEM A
MINHA ESTIMA.... ABRAÇOS...
Tibério
Gaspar Rodrigues Pereira - tibério_gaspar@ig.com.br
É
um site que deve estar entre os favoritos para todos que
lidam com música.
Rosildo
Beltrão - rbeltrao@varginha.com.br
Sem dúvida, o melhor site dos tradicionais festivais do
brasil. Parabéns pelo bom gosto, pela fiel pesquisa, e
pelo grande incentivo ao compositor brasileiro, e aos
amantes da boa música brasileira
Ronildo Prudente -
ronildoprudente@tricor.com.br
Em 2003 participei de festivais pela primeira vez, e
tive a honra de tocar junto com pessoas que já têm o
seu nome escrito nesta história mágica, a minha participação
foi muito modesta, pois além da falta de experiência,
eu um músico mais teimoso do que talentoso, porém,
sempre que puder vou tentar participar para adquirir
novas experiências com essa turma que "cobra
criada", no festival de Elói Mendes de 2003,
conheci o Sérgio augusto, Lyra, Thirone, Beto Gaspari e
outros, esse pessoal praticamente nos carregou no colo
naquele festival e eu vi além de música boa, o
desprendimento e boa vontade de quem tem ALMA de
artista.
O site é como se fosse o quarto de hotel que nós
ficamos nos concentrando antes de ir para o palco.
Depois que eu conheci o site, tornou-se indispensável
que eu navegasse freqüentemente, eu que sempre gostei
de festivais, porém, só sabia quando ia assistir,
agora falo de cada festival como se estivesse lá.
um abraço.
Joarez Antonio Pereira - jpeninh@ig.com.br
O
site é um ato de resistência ao imediatismo, vazio e o
descartável deste mercado fonográfico!!!
Ivo Ladislau Janicsek - ivoladislau@ivoladislau.com
Site
fantástico, pois une todos festivais do Brasil,parabéns
!
Lecy S.Cardoso - Multifestival de
Músicas Inéditas de Guaiba/RS - newtimeproducoes@terra.com.br
Acho que a iniciativa do Sergio é inédita e
espetacular, parabéns!
Alexandre
Aquino - alexandre.aquino@uol.com.br
Acho a iniciativa do página muito importante.
Para o circuito que acontece fora da mídia a página é
de vital importância, já que permite ao músico formas
de correr o país mostrando seu trabalho
José Pedro Bastos Cavalléro -
pedrinhocavallero@yahoo.com.br
Hoje este site é o mais procurado pela turma da música
de Belém.Ninguém sabe de mais nada que não seja
transmitido por vcs. Parabéns e nos informem cada vez
mais.
Drica Montenegro
- dricamontenegro@yahoo.com.br
Boa
demais a idéia de criação deste site. Mão na roda
para os músicos e porta aberta para as coisas novas
desse Brasil.
Luciano D'amiguel
- lucianodmiguel@estadao.com.br
O site é uma excelente oportunidade para que músicos e
compositores de todo o país tomem conhecimento da
realização de alguns festivais, bem como saberem um
pouco mais acerca da história da Música Brasileira e
travarem contacto com a obra de alguns artistas que,
devido à hegemonização da grande mídia, ficam
relegados ao ostracismo e possuem nos eventos musicais a
sua oportunidade de mostrar um trabalho sério!
Parabéns!!!
Paulo
Barroso - paulorbarroso@ig.com.br
Por favor, alguém aí do
site pode me responder porque são sempre os mesmos
compositores que se classificam nos festivais? E além
do mais muitos com as mesmas músicas? Será que o
Paulo César Pinheiro ainda precisa disto? No meio
musical independente são até chamados de
"profissionais de festivais"...Porque a
panelinha? Por que será que quase todos são amigos
dos organizadores, como é noticiado sempre neste site? Como saber que todas as músicas são ouvidas?
Sugestão, em nome da idoneidade dos próprios
organizadores: Que todos os inscritos
desclassificados, sem exceção, recebecem comentários
por e-mail ou carta, citando trechos das canções,
passagens harmonicas, melódicas, etc...que só quem
realmente ouviu poderia descrevê-las. Só assim o
compositor saberia se realmente foi ouvido. E, em nome
da honestidade dos Festivais em geral, eu peço,
porque sei que este site é democrático, que
nele insiram este meu texto, dirimindo as dúvidas e
divulgando minhas sugestões, para que se inicie um sério
debate sobre o tema. Aguardando retorno...
Paulo Barroso
Compositor, cantor e
violonista com mais de 30 anos de estrada...
| Sergio
Augusto responde :
Caro Paulo !
Agradeço a
participação enviando críticas e sugestões
ao site Festivais do Brasil . Apenas
acrescento que cada pessoa tem o
direito de falar o que quer, a quem quiser.
Cabe somente a estas pessoas
"provarem" o que afirmam. Na minha
posição , recebo todo tipo de crítica e
esculachos com naturalidade. Enquanto muitos
falam , eu faço. Nunca me desiludi com
a música, porque nunca alimentei ilusões utópicas
a respeito dela. Vivo e trabalho
exclusivamente da música a 23 anos.
Vivo o hoje, dia após dia e acompanho as
mudanças e tendências. Me considero
atualizado, honesto e trabalhador, por isso
estou tanto tempo nesse mercado. Quanto as
pessoas que são , segundo você , as mesmas
ganhando festivais, etc., etc, cabe a
observação de que , quem sabe realmente são
essas as pessoas que realizam trabalhos
mais sérios e competentes ? Fica aqui meu
abraço e disponha do nosso espaço
SERGIO AUGUSTO
-FESTIVAIS DO BRASIL
|
Cláudio
Chaves - claudiochaves1@uol.com.br
Parabéns Sérgio, por
mais uma iniciativa. O site mais requisitado pelo músico
alternativo, simplesmente porque os festivais são
hoje a única forma de mostrarmos nossa música de
forma democrática.
Quanto a comentários que vi quanto serem sempre os
mesmos que participam e se ouvem as canções enviadas
para festivais, tenho duas coisas a dizer:
1) Como um dos organizadores do Festival de Ponta
Grossa, e na estrada há mais de 20 anos, com mais de
70 festivais na bagagem, afirmo que em nosso festival
TODAS AS CANÇÕES SÃO OUVIDAS, pontuadas e
arquivadas em nosso acervo. É impossível pontuar canções
e enviar notas para todos os participantes em
festivais que hoje possuem mais de 500, 1.000 ou mais
músicas inscritas, até porque também, muitos
concorrentes não preenchem totalmente os dados das
inscrições, mas mesmo que preenchessem, isso seria
inviável.
2) Mudo a pergunta para o outro lado: Será que os
mesmos sempre se classificam apenas porque existe um
trabalho muito superior, na comparação com os
demais? Quanto a pessoas que não precisam mais disso
... hoje todos precisam, pois a arte fora dos
festivais é uma rifa, uma sorte grande. Os bons
compositores de ontém e de hoje devem continuar
participando dos festivais, pois aprenderemos com eles
e manteremos viva a música de qualidade em nosso país.
Paulo
de Campos paulodecampos@cantadoresdolitoral.com.br
Festivais do Brasil é
o elo de ligação entre todos os músicos que
participam desse importante movimento nacional que
perpetua, renova e fortalece a verdadeira MPB.
Maestro Paulo de Campos
Osório/RS
José
Carlos Company - cantar@terra.com.br
- A RESPEITO DO EDITORIAL DO BETO SANTOS
Betão, li atentamente
tudo o que você, com muita propriedade, escreveu no
editorial do site www.festivaisdobrasil.com.br
. Somente gostaria de tecer alguns comentários, que
acredito pertinentes.
1. O dia em que o
festival de música perder o seu caráter
competitivo deixará de atrair público. A minha
experiência em festivais demonstra que o povo - quer
sim - ver sangue. Mas as coisas poderiam ser feitas
de forma diferente. Os participantes, na verdade,
buscam divulgar os seus trabalhos e defender algum
para o $$$$ustento. Entretanto, acredito que a
competição deveria ocorrer somente para
satisfazer o desejo de sangue do público, ou seja:
as premiações deveriam existir (1º, 2º, melhor
intérprete, etc.), mas os valores monetários
deveriam ser os mesmos (valor fixo para cada música
apresentada). Daí teríamos uma mostra competitiva
musical, estando de um lado o público torcendo
pelas suas músicas prediletas e, de outro, os músicos
participantes obtendo a contraprestação
financeira tão necessária ao seu sustento. Assim,
não concordo em transformar os festivais de música
em mostras musicais. Até porque é a partir da
competição que eu consigo medir a qualidade das
minhas composições.
2. Vejo também muita
gente reclamando que não consegue passar nas
triagens dos festivais e, no fundo, acredito que há
uma certa razão em seus argumentos. Ora, lá nos
anos 80/90 havia tantos festivais que a gente sempre
encontrava caras novas e...nós mesmos...
sedimentamos os nossos nomes nesses eventos porque
tivemos a oportunidade de subir naqueles palcos e
demonstrar nosso talento. A situação hoje é
outra. Você bem sabe, meu amigo, que a quantidade
de festivais de MPB no país caiu assustadoramente e
quando surge um festival, todos correm para fazer
suas inscrições, independentemente do valor da
premiação, se há ajuda de custo ou outro benefício
aos participantes. E paga-se, às vezes, bem caro,
para se tentar conseguir ingressar num desses
eventos (taxa de inscrição). Ou seja...é muita
mosca pra....(entendeu?). Assim, o organizador tem
de escolher vinte/trinta músicas em sua triagem. E
sabe o que acontece? Muitos resultados de triagem se
repetem. Não porque haja favorecimento de um ou
outro, mas porque entre se colocar um nome
totalmente desconhecido e um que certamente fará um
show em sua apresentação, o bom senso manda que se
a escolha recaia na segunda opção, o que é
compreensível. Imagine, Beto, se a situação nos
anos 70/80/90 fosse a mesma (poucos festivais). O
que iria acontecer? Possivelmente José Carlos
Company, Beto Santos, Eudes Fraga, Sergio Augusto,
Tavinho Limma, Zé Renato Fressato, Telma
Tavares, Zé Beto Correia e Bartholomeu Mendonça,
Teleu e Sanvita, dentre tantos...não teriam feito
parte de uma nova geração que
"substituiu" Celso Viáfora, Nilson
Chaves, Genésio Tocantins, Tato Fischer, Grupo
Avena, etc. Não falo do Vercesi porque este
participa de Festivais desde a época da Santa Ceia
e é um ídolo pra mim!
3. A solução é difícil,
posto que deveria passar por uma completa mudança
na condução da nossa política cultural. Não
adianta culpar a mídia pela pobreza auditiva atual
que todos temos conhecimento e lamentamos.
Infelizmente dificilmente um movimento de baixo para
cima vingará. Há necessidade de apoio
governamental para os nossos municípios
poderem ter condição de realizar mais festivais de
MPB (verbas destinadas), abrindo novos espaços para
novas caras. Mas...sabemos...no Brasil isso é
utopia! Não há interesse em fortalecer a cultura
nacional. Ê, ê, ôoooo....vida de gado.......
4. A gente até que fala
(e bastante), reclama (idem) e, principalmente, às
vezes, dá a cara a tapa, sem ficar em cima do muro.
Mas o que fazemos, em verdade, é o que a gente
costuma chamar em Direito de "jus esperniandi".
5. Fala-se, há muito,
em união para um movimento musical sério, mas como
esperar união quando todos os participantes de
festivais, com raras exceções, estão matando
cachorro a grito, muitos sem qualquer expectativa
profissional e dependendo de uma premiação
(pequena que seja) para poder continuar a
sobreviver! Sem contar que há um movimento migratório
de pessoas que estavam na grande mídia, perderam
espaço e voltam aos festivais de música, que mantêm
as portas abertas a todos que têm valor, ainda
que essas portas estejam bem estreitas. E não há
mal algum nisso. Muito pelo contrário. É bom ouvir
e estar com essas pessoas! Pena que já não com
tanta frequência!!!
Assim, meu caro Beto Santos, louvável o seu grito
(quase que solitário) em favor de mudanças
festivaleiras, mas pelo andar dessa carruagem...
Grande abraço
Incrível,
né, mas padecemos do mesmo mal. Somos
irremediavelmente apaixonados pela música,
essencialmente por nossas composições. Julgamos
nossas criações as coisas mais lindas do mundo (e
deveremos pensar sempre assim, afinal, somos
compositores dos Festivais do Brasil).
Desde
1978 viajo pelas trilhas musicais das cidades
brasileiras e dos festivais. Deste ano, até 1996 (e lá
se vão 18 anos) foram muitos festivais e cidades. De
98 até 2003 fiquei gravando meus discos (4) e fazendo
shows (quando compravam e quando pagavam). A força
dessa poeira e o cheiro deste clima chamado festival
me fizeram voltar para a estrada neste ano. Organizo
desde 2003 o FUC, e tenho o sonho de torna-lo um dos
grandes festivais do nosso país.
Triste
e cruel, mas necessário dizer, vejo ainda nos poucos
festivais que classifiquei neste ano, a fórmula não
mudou. Existem “cancros” em regulamentos e
festivais que devem, urgentemente serem revistos, e
cito-os:
MÚSICAS
INÉDITAS: Levamos cerca de 5 anos até uma década ou
mais para gravar um CD, e nossa obra está lá,
arranjada, e gravada da forma que queríamos, daí,
prensamos 1.000 discos e vendemos cerca de 500 destes
(sendo profundamente otimista), mas no regulamento está
claro que as músicas devem ser inéditas e nunca
comercializadas – ou seja, não podemos viver ou
lucrar com as nossas criações, apesar de que,
raramente, nas cidades onde estaremos participando
exista sequer uma referência ao nosso disco ou
trabalho.
No
FUC de Ponta Grossa, já classificamos várias músicas
que eu sabia fazerem parte de discos gravados, discos
estes que eu possuía, e nunca desclassifiquei uma canção
por este critério.
PRÉ-SELEÇÃO:
Já tive, em várias vezes, músicas classificadas num
festival com mais de 700 músicas inscritas e
desclassificadas em festivais com menos de 100 inscrições.
Como julgar e avaliar os critérios de tal seleção.
CRITÉRIOS
DE JULGAMENTO: Notas? Indicação individual? Aclamação?
Pouco importa!!! O que importa é que as classificadas
saiam sempre no final da última eliminatória,
independente de quantas se classificarão por noite,
e, principalmente, que as comissões julgadoras sejam
sérias e percebam totalmente as canções de cada um.
Já estive em festivais com 7, 9 e até 11 jurados,
onde dois ou três ouviam e julgavam as canções
enquanto alguns dançavam, outros conversavam e, pior,
outros estavam no banheiro. Uns eram músicos, outros
professores de música erudita (flauta doce e afins),
professores de gramática, história e até educação
artística, alguns
músicos da noite nas cidades, uns maestros e outros
radialistas, uns jornalistas e outros: autoridades políticas.
Nada contra ninguém, mas o sonho de todos os
participantes está sendo julgado -
isso é muito sério, muito mesmo!!! Encerra ou
cabula um sonho bom ou incandesce um erro ou um
engano!!!
FRAUDES
– Já vi músicas inscritas em nome de grandes
compositores (que nunca fizeram parte de tal parceria)
serem classificadas e já vi intérpretes usarem músicas
de alta qualidade, premiadíssimas em festivais, serem
usadas sem o conhecimento dos autores.
Amigos:
Vivemos num circuito em que poucos são conhecidos,
mas todos são vitoriosos e corajosos. Viajar cerca de
1.000 quilômetros para cantar uma canção de 4
minutos, não classificar para a final e ter que
voltar no dia seguinte, é algo duro, cruel, desumano.
Receber compositores em alojamentos ou hotéis onde nós
raramente teríamos coragem sequer de passar pela
frente, quanto mais pernoitar, é uma afronta. O
respeito pelo músico é fundamental.
Já
fui o vencedor e o perdedor de muitos festivais, ao
lado de todos esses grandes amigos que cultivo nos
festivais do Brasil. Já vi a revolta, o orgulho, o
erro e o sonho do “agora vai” em muitos olhos.
Ganharemos
nos festivais poucas coisas, mas muito fortes:
A
certeza de fazermos parte de uma classe de eternos
lutadores por uma causa pessoal e fora da grande mídia;
O
apoio das platéias que nos conhecerão mais pelos
nomes de nossas canções, que pelos nossos próprios
nomes;
...
e a paz de continuarmos sendo e fazendo aquilo que
queremos.
Vamos
repensar os festivais, pois seus prêmios são efêmeros,
mas o momento não é tanto. Vamos reavaliar nossas
trajetórias nos festivais e ver o que de real nos
restou, o que realmente somos neste cenário.
O
site Festivais do Brasil é fantástico, o último
artigo do Beto Santos é ótimo e concordo com ele em
sua íntegra.
Organizadores de festivais – revejam conceitos!
Muito depende de vocês.
Lígia
Beraldo - ligiaberaldo@ig.com.br
Li
o artigo do músico Beto Santos, e quero só comentar
o seguinte: ele acha que não dá pra escolher entre
essa ou aquela música, e porisso é contra o
sistema de competição. Em resumo, ele entende que não
dá pra comparar duas criações musicais diferentes,
essa é a base do argumento dele. Observo, no entanto,
que antes do festival propriamente dito, existe a pré-seleção,
porque os festivais mais importantes recebem centenas
e mais centenas de músicas. Se não dá pra escolher
entre essa ou aquela música, como fazer para
selecionar as músicas que vão participar do festival
? Não é a mesma coisa ?
Em resumo : se ele acha errado haver disputa entre 20
músicas, para escolher o primeiro, segundo, terceiro,
etc., também achará errado escolher, dentre as (por
exemplo) 500 inscritas, as 20 que irão participar do
festival.
COmo resolver essa questão ? Eu acho que não tem
jeito. A competição vai continuar do mesmo jeito,
porque sempre haverá um número maior (nos festivais
grandes, muito maior) de inscritos do que o número de
vagas dos festivais.
|