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Um artista
multimídia, timidez revelada em seu
semblante sempre sereno,
Marcos Quinan é um inquieto apaixonado
pela arte brasileira. Autodidata, se
define como um
aprendiz que tem a necessidade de conhecer
o Brasil em todas
as suas
expressões culturais e mostrá-las onde
puder.
Nascido
em plagas goianas, não esconde o orgulho de ter
escolhido a Amazônia como o chão propício
para expandir sua inspiração que o fez
aplaudido compositor, artista plástico e
escritor. Teve, ainda, uma passagem pelo teatro,
no despertar de sua vocação artística ainda
jovem, lá mesmo em Goiânia. Foi ator,
iluminador, diretor e dramaturgo, fundando, com
Paulo Roberto Vasconcelos, a Companhia de Teatro
do Autor Brasileiro. Com Roseli Naves e Nilson
Chaves, nos anos 80, fundou a Gravadora e
Editora Outros Brasis.
Contudo,
esse “sertanista da vida, das idéias, dos
sonhos” conforme o define o jornalista Edyr
Augusto Proença, só resolveu mostrar-se ao
público ao atingir seu meio século de vida.
Antes disso, associava sua atividade empresarial
a eventos artísticos, mas sem expor sua própria
criação. E sua vida, hoje, está
indelevelmente registrada em livros, pinturas,
esculturas, músicas e letras editadas em
cd’s, uma bela produção que tem recebido os
mais entusiásticos comentários da crítica.
Sobre sua obra:
Livros
LANÇAMENTO
- 2006
– “Jeito de Sentidor” - Mais
um brilhante trabalho de Marcos Quinan que acaba
de ser lançado.
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É
ter jeito
Sentir a procura
É ter cura
Se deixar embeber
Do que dentro está
E enversar
É feixe de sentimentos
Escrutados
Nas recorrências
Modo da emoção
Vadear silêncios
E todos os caminhos do ser
Sem pedir remissão
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2000
– “Sertão do São Marcos” -
um livro de contos sobre a região em que
nasceu. Na opinião de Camilo Delduque, “é um
livro sonoro. É o sertão brasileiro para ser
lido em voz alta. Um homem plantado na própria
alma, contando da alma de sua terra.”
2001
– “Sertão d’água” – um
romance bem brasileiro que conta a história de
um Conselheirista desmemoriado que veio parar na
Amazônia. Vicente Salles, comentando a obra,
afirma: “Sertão obsessivo do escritor que
antes nos deu o Sertão do São Marcos, 2000,
das veredas goianas, remansos de rios, gemidos
de carro de bois; agora neste Sertão d’água,
2001, ele narra uma aventura em prosa e em
poesia, complemento de vasta produção. Poeta e
militante da música popular, tem parte da obra
reunida no CD Canção dos Povos da Noite,
1998.Na canção e na ficção, Marcos Quinan
voltou-se para o sertão amazônico, do
extrativismo, das lendas e das encantarias.”
2003 –
“Sertão do Reino” – seu terceiro livro apresenta deliciosos contos ambientados à época da
Cabanagem. É descrito por Vital Lima
como “uma reconstrução daqueles dias de luta
visto pelo olhar lançado na gente comum,
mas, e acima de tudo, um trabalho primoroso na
arte das palavras, amorosamente entalhadas para
encantar, emocionar, enfim, arrebatar o
leitor.”
2003 –
“Oração de floresta e rio e outros poemas”
– O quarto livro de Quinan revela
sua veia poética e, no dizer de Reivaldo Viñas,
“são versos curtos, de no máximo quatro,
cinco palavras (uma das características desse
goiano), em que o “grande trunfo” do poeta
é a transparência, esse perfume casto e raro
que é a linguagem aberta para o mundo,
despojada de dificuldades. E mesmo assim, como
em todo bom poema, a arquitetura verbal continua
um mistério, um límpido som de sino, chamando
a uma oração”. O paulista Celso Viáfora,
um de seus intérpretes, assim define o livro:
“Leio comovido e me transponho ao coração da
floresta, no barco da leitura, espertamente,
escrita na primeira pessoa do verbo, que faz a
gente ir virando margem, semente, rio; ir
virando lenda. Outra sutileza de poeta: a
capacidade de se pôr na briga pela floresta não
com palavras de ordem mas pela consagração do
belo. Tão vegetal, ele nos faz, que se acaba
por sentir a dor da moto-serra.”
2004 –
“O povo do Belo Monte” - seu último
lançamento, no dizer do parceiro e interprete
cearense Eudes Fraga,“ é uma reflexão
sobre o episódio de Canudos, assunto recorrente
em suas manifestações e objeto de permanente
pesquisa na vida do autor. Nele está presente o
desassossego e a brasilidade interagindo com a
percepção de nossa história.”
Projeto Trocando Palavras
O
projeto Trocando Palavras, criado
em 2002, possibilitou a Marcos Quinan
promover a doação às bibliotecas públicas de
todos os estados que compõem a Amazônia Legal,
de sua obra literária, totalizando 3.292
livros doados.
Graças
à parceria do Banco da Amazônia e da Fundação
Cultural do Pará Tancredo Neves, que
compreenderam a importância do conteúdo da
pesquisa contida na obra do autor, envolvendo em
sua ficção, a Cabanagem revolta popular
ocorrida na Amazônia no Século XIX e a história
de Canudos, outro importante movimento social
que teve como palco o sertão baiano e a figura
carismática de Antônio Conselheiro. O projeto
alcançou pleno sucesso, com ampla divulgação
na mídia local e foi o resultado da parceria
entre o autor, os patrocinadores e a editora. Os
patrocinadores adquiriram os exemplares a preço
de custo, a editora abriu mão do lucro e o
autor dos direitos autorais e os beneficiários
foram milhares de alunos da rede pública que
puderam ter acesso a essas obras nas bibliotecas
de suas escolas.
CDs
1998 –
“Canção dos Povos da Noite” –
instrumental. Várias músicas que compõem este
cd , foram utilizadas em trilhas sonoras de
programas educativos da Fundação Padre
Anchieta, em curtas metragens e documentários
de importantes instituições. Interpretes:
Fernando Carvalho, Fernando Merlino, Roberto
Stepheson e Eudes Fraga, que assina também a
direção musical.
2001 –
“Dentro da Palavra” – canções com
diversos parceiros e intérpretes, entre eles
Nilson Chaves, Marco Antonio Quinan, Jane Duboc,
Flávio Venturini, Celso Viáfora, Simone Guimarães,
Henrique Pereira Alves, Selma Reis, Edmar da
Rocha (Mosaico de Ravena) e Vital Lima. Produção
musical de Eudes Fraga.
2002 –
“Rio do Braço” – mescla
instrumental e canções, com sotaque bem
goiano, contém 15 faixas com produção e direção
musical de Eudes Fraga, arranjos de Roberto
Stepheson, Fernando Merlino. Fernando Carvalho,
e as interpretações de Nilson Chaves, Vital
Lima, Fernando Carvalho, Chico Aafa, Eudes
Fraga, Jean Garfunkel, Marco Antônio Quinan,
Marina Quinan e Marcelo Quinan, Ladton
Nascimento, Eli Camargo, Murilo Fonseca e Pádua.
2004 –
“Abrigo para um violeiro andante” –
canções com diversos parceiros e intérpretes,
entre os quais Zé Renato, Senzalas, Renato Gusmão,
Camilo Delduque, Luli e Lucina, Aidenor Aires,
Henrique Pereira Alves, Macaréu, Vetinho,
Walter Freitas, Pedrinho Cavalero, Ronaldo
Silva, Cláudio Nucci e Eudes Fraga que também
assina a produção e direção musical.
2005 – “São
José Diligente” com peças musicais
inspiradas na tragédia do Brigue Palhaço,
ocorrida em Belém, durante a Cabanagem.
Parcerias com Marco Antonio Quinan, Eudes Fraga,
Fernando Merlino e Henrique Pereira Alves.
Interpretes Fernando Merlino, Fernando Carvalho,
Roberto Stepheson, Marco Antonio Quinan, Paulo César
Pinheiro, Luciana Rabelo, Pedro Amorim,
Waldonis, Pantico Rocha. Direção musical de
Eudes Fraga.
2005 – “Um
lugar chamado roncador” -
www.ladodedentro.com.br
Artes plásticas:
A
trajetória de Marcos Quinan pelas
veredas das artes plásticas resultou em
impressionante produção de mais de 500 telas
que enriquecem o acervo particular de
admiradores e amigos. Sua pintura revela uma
especial sensibilidade, intuição,
criatividade, emoção e muita pesquisa, traços
naturais de sua permanente inquietação.
Pressionado pelos amigos, decidiu, em abril de
2004, montar sua primeira exposição na
Galeria Theodoro Braga, sob a coordenação
da Fundação Cultural Tancredo Neves: “O
povo do Belo Monte”, mesmo título de seu
último livro. Foram mostradas 28 telas
produzidas em técnica mista, todas
centradas em um dos temas preferidos do artista
– o episódio de Canudos.
Algumas
telas - Clique na figura para ampliá-la
Projetos onde há inserção de composições de sua autoria :
Sete Programas da TV Escola
– “Aulas de História do Brasil
“ Coordenação MEC, Fundação
Padre Anchieta e USP.
. Vídeo-documentário
Projeto Tipitamba – Coordenação
EMBRAPA – Belém
. Expresso Brasil – Amapá – Coordenação Fundação Padre Anchieta
. Expresso Brasil – Acre – Coordenação Fundação Padre Anchieta
. Globo Rural
– Rede Globo (02 edições)
. O Fazer
Tradicional – (02 edições) –Coordenação
MEC, Fundação Padre Anchieta e USP.
. Vídeo
e Cd: “Tom da Amazônia”/2005 -
Fundação Tom Jobim / Fundação Roberto
Marinho
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