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CONFIRA O VENCEDORES

XXX FESTIVAL DE MÚSICA DE CRUZÍLIA MG
 

ANO : 2011

FESTIVAL CRUZILIENSE DE MUSICA POPULAR

30 ANOS DE HISTÓRIA

 

Depois de 30 anos de história, o Festival Cruziliense de musica popular é mais do que um evento: é uma verdade do mundo musical que já se fez história.

Trinta anos de Festival não são trinta dias, é verdade! Mas são trinta anos transmudados em dias, horas e minutos de música, poesia e compromisso com a cultura.

Tudo isso começou em 1972, quando foi criado o primeiro Festival Cruziliense de Música Popular, que aconteceu em apenas um dia, em 27 de Dezembro, aniversário da cidade. O idealizador e realizador do evento foi o jovem Adolfo Mauricio Pereira, que aos 19 anos preocupou-se com a falta de alternativas culturais na cidade. Com ele, outros jovens cruzilienses, como Berenice Maciel Penha e Lucio Roberto Ferreira Pereira que, com o apoio de Darlene Bueno, da antiga ACAR (hoje EMATER), iniciaram um movimento musical/cultural que hoje, sem sobras de dúvida é um dos maiores de Minas Gerais e, porque não do Brasil.

Naquele ano, foram vencedores do Festival, Alberto Maciel Ribeiro e Luis Carlos Junqueira Maciel, de Cruzília com a canção Prometeu Liberto, a segunda classificada foi Mirian Ferreira Carvalho, da cidade de Carrancas, com a canção Expansão Emocional, em terceiro lugar ficou José Mauro Ferreira de São Lourenço com Busca. Em quarto e quinto lugares respectivamente ficaram Silvio Brito de Varginha com Venha Ver Meu Fim e Lucio Roberto Ferreira Pereira, com Poetema.

Um movimento modesto e essencialmente estudantil, o Festival não contou com qualquer apoio oficial, custeando-se apenas por pequenas colaborações do comércio e venda de ingressos. Mesmo assim, já apresentava nomes que repercutiram no cenário nacional, como é o caso de Silvio Brito.

No ano seguinte, 1973, o Festival impulsionado pelo sucesso de sua primeira versão, aconteceu em dois dias, 26 e 27 de dezembro, também nas comemorações do aniversário da cidade.

Coordenado por Adolfo Mauricio Pereira, contou também com o apoio de Berenice Maciel Penha, a popular Berene.

Ampliando seu alcance, o Festival teve como vencedores: Ricardo Assis, do Rio de Janeiro, com a composição Estradeiro, Mirian Ferreira de Carvalho, de Carrancas com Anjos do Espaço e Alberto Maciel Ribeiro e Luiz Carlos Junqueira Maciel, com a composição Porque Não Vieram Anjos.

Em 1974, o Festival estoura como evento dos mais marcantes do estado de Minas Gerais, Seu vencedor, Marcus Viana, consagrado compositor e músico do Grupo Sagrado Coração da Terra, responsável pelas trilhas sonoras de Pantanal e O Clone, novelas de grande sucesso. A canção Choro da Terra é uma das mais belas peças da música popular brasileira. Em segundo fica Edmundo Brandão Dantas, de Caxambu, com a composição Carro de Boi. Em 3º e 4º lugares ficam as composições Homens de Maços José Marques Machado, de Itajubá e Pois é, José, de Déo Lopes de São Paulo.

Na sua 4ª versão, em 1975, o Festival obteve o seguinte resultado: 1º lugar, Libertação de Walter Durão, do Rio de janeiro; 2º lugar, Vidraça Fechada, de Ricardo de Assis, também do Rio de janeiro e 3º lugar, Morena das Lendas de Déo Lopes, de São Paulo.

Embalado por sucessos contínuos, o 5º Festival Cruziliense de Música Popular acontece em 1976, com os seguintes resultados: 1º lugar, Procura, de Marcos José Marques Machado, de Itajubá; 2º lugar, 1ºRoud, de João Boa Morte, de Belo Horizonte; 3º lugar, Êxtase, de Antonio Claret, de Belo Horizonte, 4º lugar, Zé Trombone, de  Conceição do rio Verde e 5º lugar, Arrependimentos.

A partir de 1983, o Festival passou a ser uma promoção da Prefeitura Municipal de Cruzília, fortalecendo-se pela garantia de verbas orçamentárias. Desde então, a realização fez-se a acompanhar de grandes shows.

Nestes 30 anos passaram por aqui grandes nomes da Música Popular como Lô Borges, Marcus Viana, Silvio Brito, Tibério Gaspar, João Boa Morte, Grupo espírito Cigano, Renato Teixeira, e tantos outros. Mas com certeza, o que de mais importante marcou os Festivais Cruzilienses, foi a intensa participação popular de todo Estado, fazendo da realização sempre um grande momento de valorização da cultura musical.

E felizes somos todos nós, Cruzilienses, pela certeza de que garantimos ao nosso povo a possibilidade de poder cantar. Felizes todos aqueles que criaram este festival, felizes todos aqueles que ajudaram este festival, felizes todos aqueles que não impediram esta verdade musical. Todos eles, por certo, viveram o espírito da música e, portanto são iluminados tanto quanto é iluminada a própria música.

 

                              Cruzília - "Berço dos Cavalos Mangalarga e Mangalarga Machador"

        
  
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